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Síncope vasovagal: por que o desmaio acontece e quando é sinal de alerta

  • Foto do escritor: Clínica Empar
    Clínica Empar
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Por Dra. Patricia Rueda – Arritmologista, CRM-DF 20.868 RQE 12.474



O desmaio, conhecido no meio médico como síncope, é um evento que pode assustar tanto quem passa por ele quanto quem presencia. Entre as suas causas, a síncope vasovagal é a mais comum e, geralmente, não representa um problema grave.


Como acontece a síncope vagal?

Ela ocorre quando o corpo reage de forma exagerada a determinados estímulos — como calor, dor, estresse ou ficar muito tempo em pé — fazendo com que a pressão arterial e os batimentos cardíacos caiam subitamente. Essa combinação reduz o fluxo de sangue para o cérebro e leva a uma perda breve da consciência.


Quais os sintomas?

Antes do episódio, muitas pessoas relatam sintomas de alerta, como tontura, visão escurecida, fraqueza, náusea e suor frio. Reconhecer esses sinais é importante, pois permite deitar ou sentar a tempo, prevenindo quedas e lesões. Embora a maioria dos casos tenha evolução benigna, episódios recorrentes ou sem causa aparente merecem uma avaliação cuidadosa com especialista.


Como é diagnosticado?

O diagnóstico da síncope vasovagal depende de uma análise clínica detalhada e, quando necessário, de exames que ajudam a descartar outras causas, como problemas cardíacos, arritmias ou alterações neurológicas. O teste de inclinação (Tilt Test) é um dos exames mais utilizados para confirmar o diagnóstico. Outros, como o eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma, podem ser indicados conforme a avaliação médica. Segundo diretrizes da European Society of Cardiology e da American Heart Association, a síncope vasovagal responde por mais da metade dos episódios de desmaio em adultos (Shen et al., JACC, 2017; Brignole et al., EHJ, 2018).


Como é o tratamento?

O tratamento costuma ser direcionado para prevenir novos episódios e melhorar a qualidade de vida. Em muitos casos, medidas simples fazem grande diferença: manter-se hidratado, evitar longos períodos em pé, não pular refeições e aprender a reconhecer os sinais iniciais. Quando os episódios se tornam frequentes ou incapacitantes, o médico pode recomendar terapias específicas, que incluem treinamento físico orientado, uso de medicamentos e, em casos selecionados, dispositivos como o marcapasso.

Além do aspecto físico, a síncope vasovagal pode ter impacto emocional significativo. É comum que o medo de novos episódios leve o paciente a evitar atividades sociais ou esportivas. Um acompanhamento próximo com arritmologista ajuda a compreender melhor o quadro, reduzir a ansiedade e recuperar a segurança no dia a dia. A educação e o diálogo franco entre médico e paciente são parte essencial do cuidado.


Se você tem apresentado desmaios, quedas de pressão ou sensação de fraqueza súbita, é fundamental investigar as causas. Um diagnóstico preciso faz toda a diferença na prevenção e no tratamento.


A Dra. Patricia Rueda, arritmologista da Empar, realiza consultas presenciais e online, oferecendo uma avaliação completa, personalizada e baseada nas mais recentes evidências científicas para o cuidado de quem sofre com síncope, palpitações e arritmias cardíacas.



Referências científicas:

1 - Shen WK et al. 2017 ACC/AHA/HRS Guideline for the Evaluation and Management of Syncope. J Am Coll Cardiol. 2017;70(5):e39–e110.

2 - Brignole M et al. 2018 ESC Guidelines for the diagnosis and management of syncope. Eur Heart J. 2018;39(21):1883–1948.

 
 
 

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