Miocardiopatia Hipertrófica: sintomas, riscos e tratamento
- Clínica Empar
- 4 de mar.
- 2 min de leitura

Miocardiopatia hipertrófica: quando o coração fica mais espesso do que deveria.
Por Dra. Ruiza Gonçalves, Cardiologista especialista em Miocardiopatias - CRM-DF 29789/RQE 20841
A miocardiopatia hipertrófica é uma das doenças cardíacas genéticas mais comuns e uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas.
Apesar de parecer grave, quando diagnosticada precocemente e acompanhada de forma adequada, é possível viver com qualidade e segurança.
O que é a miocardiopatia hipertrófica?
A Miocardiopatia hipertrófica é uma doença de causa genética que faz com que o músculo do coração se torne mais grosso e mais espesso.
Principais sintomas
A Miocardiopatia hipertrófica pode ser assintomática por toda a vida, mas também pode causar arritmias ventriculares graves, levando à morte súbita. Fique atento! Se sentir falta de ar, palpitação no coração, desmaios sem explicação, dor no peito ou inchaço nas pernas, procure ajuda de um Cardiologista.
Diagnósticos diferenciais
O espessamento do músculo do coração pode ocorrer por outras causas, que não a Miocardiopatia hipertrófica. Doenças como a Amiloidose cardíaca, Cardiomiopatia hipertensiva, Doença de Fabry e outras doenças de depósito podem também deixar o músculo do coração mais grosso, devendo ser adequadamente diferenciadas da Cardiomiopatia hipertrófica.
Diagnóstico e exames
O diagnóstico é feito através de exames de imagem do coração, como o ecocardiograma ou a ressonância magnética cardíaca. Apesar de ser uma doença genética, o teste genético não é imprescindível e pode, em até 55% dos casos, ser negativo. Portanto, o estudo genético pode até ajudar a confirmar a doença, mas sua importância está em identificar alterações específicas que podem prever a progressão da doença e ajudar na tomada de decisões durante o acompanhamento.
Tratamento e controle
O tratamento dessa doença deve ser individualizado, a depender da forma de apresentação de cada paciente. Existem medicamentos para ajudar a diminuir os sintomas, procedimentos invasivos, como cirurgias, e até implante de um aparelho de cardiodesfibrilador implantável para prevenir episódios de morte súbita.
Conclusão: Com diagnóstico precoce e seguimento adequado, a miocardiopatia hipertrófica pode ser controlada, de forma a prevenir eventos trágicos causados por essa doença. O acompanhamento regular é essencial para garantir segurança e qualidade de vida.
Agende uma consulta com a Dra. Ruiza, cardiologista da EMPAR e realize uma avaliação completa para cuidar do seu coração.Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica individualizada.





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