Intestino e Coração Como a Microbiota Intestinal Impacta o Risco de Infarto
- Clínica Empar
- há 4 dias
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Seu intestino pode influenciar o risco de infarto? O que a ciência revela sobre a ligação entre intestino e coração
Por Dra. Déborah Fernandes – Cardiologista
Pesquisas recentes mostram que as bactérias que vivem no intestino podem influenciar diretamente a saúde cardiovascular. Essa relação é chamada de eixo intestino-coração (gut-heart axis). Substâncias produzidas pela microbiota intestinal podem participar de processos relacionados à inflamação, metabolismo e funcionamento das artérias, fatores importantes no risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.
O que é microbiota intestinal?
A microbiota intestinal é o conjunto de trilhões de bactérias que vivem naturalmente no intestino. Esses microrganismos ajudam na digestão dos alimentos, produção de vitaminas, regulação do sistema imunológico e no metabolismo. Quando ocorre um desequilíbrio dessas bactérias, chamado disbiose intestinal, podem surgir inflamações e alterações metabólicas que impactam a saúde do coração.
Substâncias do intestino que influenciam o coração
- TMAO: substância produzida por bactérias intestinais a partir de nutrientes presentes em alimentos como carne vermelha e gema de ovo. Estudos associam níveis elevados a maior risco cardiovascular.
- Ácidos graxos de cadeia curta: produzidos quando bactérias fermentam fibras. Ajudam a reduzir a inflamação e proteger os vasos sanguíneos.
- Moléculas inflamatórias bacterianas: quando há desequilíbrio intestinal, podem entrar na circulação e contribuir para inflamação sistêmica.
Uma descoberta importante
Estudos mostram que mudanças na alimentação podem começar a modificar a microbiota intestinal em poucos dias. Isso significa que pequenas mudanças no estilo de vida podem iniciar melhorias metabólicas relativamente rápidas.
7 atitudes simples para melhorar o intestino e proteger o coração
- Aumentar o consumo de fibras (legumes, verduras, frutas e leguminosas).
- Reduzir alimentos ultraprocessados.
- Consumir maior variedade de alimentos naturais.
- Incluir alimentos ricos em polifenóis como azeite, frutas vermelhas e cacau.
- Praticar atividade física regularmente.
- Dormir bem e manter uma rotina de sono adequada.
- Controlar o estresse.
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Referência científica: Kondapalli N, Katari V, Dalal KK, Paruchuri S, Thodeti CK. Microbiota in Gut-Heart Axis: Metabolites and Mechanisms in Cardiovascular Disease. Comprehensive Physiology. 2025.
Dra. Déborah Fernandes Cardiologista CRM 14.858 – DF RQE 12.441
Pós-graduação em Nutrologia Clínica pelo Hospital Israelita Albert Einstein
Instagram: @dradeborahfernandes





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